28 de maio de 2026
Quando o medo bate à porta
Passagem
Salmo 121.1-2
Elevo os olhos para os montes: de onde me virá o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez o céu e a terra.
Meditação
Repare como o salmo começa. Não por uma declaração de fé, não por uma certeza bem formulada — mas por uma pergunta. “De onde me virá o socorro?” Quem escreveu isso não sabia a resposta no momento em que ergueu os olhos. Sabia apenas que precisava de ajuda e que ela não estava ali.
Isso importa mais do que parece. Há uma ideia difundida de que a oração começa quando a dúvida termina, e que enquanto o medo estiver presente é melhor esperar. O Salmo 121 desmente isso logo na primeira linha. Ele abre com a pergunta que o medo faz, e é essa pergunta que a Escritura escolheu preservar.
Os montes que o peregrino enxerga não ajudam a decidir. São o caminho de Jerusalém e, ao mesmo tempo, o território dos assaltantes e dos altares pagãos. Ele olha para eles sem saber se são promessa ou ameaça — que é exatamente a posição de quem acorda de madrugada e olha para o próprio dia seguinte.
A resposta vem no versículo 2, e é preciso notar o que ela não faz. Não diz que os montes eram seguros. Não corrige a percepção do perigo nem promete que a estrada mudou. Diz apenas quem fez os céus e a terra — e, portanto, também aqueles montes. O socorro não vem da paisagem: vem de quem a criou.
Se hoje o medo bateu à sua porta antes de qualquer outra coisa, você não precisa resolvê-lo para começar a orar. Pode começar como o salmo começa: pela pergunta. A certeza vem no versículo seguinte, não no primeiro.
Oração
Senhor, eu começo esta oração sem ter resolvido o que me assusta. Não sei de onde virá o socorro, mas sei a quem perguntar. Tu fizeste o céu e a terra, e fizeste também o dia que tenho pela frente. Ensina-me a erguer os olhos antes de ter as respostas, e a confiar que a certeza vem depois — e vem de ti. Amém.
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Este devocional fala ao coração que precisa orar por ansiedade.
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